Que as pulgas de mil camelos invadam os corpos de meus leitores que não deixam comentários. Think about!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

To grávida o que fazer?

O engano da Norma



Natal de 1993. Todos se reuniam na casa de minha avó Francisca para comemorar o nascimento do menino Jesus Cristo. Vinham os tios, tias, primos, primas, agregados e tudo mais.

A mesa era sempre bonita, cheia de comida, e era mais ou menos assim: Os velhos tomando cerveja, beliscando algo, e nós (as crianças) correndo ao redor de tudo apenas gastando energia.

Tinha tubaína pra gente tb. Mas chegou a hora dos presentes.

Então todos começaram a trocar de presentes, até que minha mãe levantou. Eu fiquei feliz, pq não tinha ganhado porra nenhuma até o momento, enquanto o Patrick já estava cogitando um quarto maior para poder guardar tanta coisa que ganhou.

Quer ver mais histórias do Patrick?









Minha mãe (Norma) levantou, pegou uma taça e bateu com uma colher. Ela disse:

_Agora vou entregar os presentes. (traduzido do castellano)

Ela entregou presente para os 3 irmãos dela, para meu pai, para minha irmã, para meus tios, para minhas tias, para minha avó, (nesse ponto eu já estava salivando) para o Gilmar que era mecânico na oficina do meu tio, para cida e afonso, que eram amigos de minha avó, (nesse momento eu já tava ficando vesgo).

Ela deixou até um momento especial para entregar os presentes do Patrick. Não sei que diabo esse guri tinha para ganhar tanto presente. Então... eu já estava ficando torto de desejo, e ela que estava em pé, disse:

_agora o último presente (e eu lacrimejando de um olho emocionado. Enfim era minha vez. 
Eu que já estava sem presente desde o natal de 1991).

Ela pegou um pedacinho de costelinha de porco, deu aquela mordida que tirou toda a carne, e jogou para magnolha, a cachorra de estimação de minha avó, e sentou.

Eu pude ver em slow motion cada pirueta que aquele ossinho dava no ar.

Foi aquele silencio. Mas é claro... só em minha cabeça. Pq ao meu redor estava aquela farofa.

Então... o silencio foi interrompido quando minha mãe me chamou. (pensei, agora vai.)

_Rafae..., Samue... Rodrig... Eder.... Fabia... ahhhhhhh....(gente, como é o nome desse menino?) menino!

_oi mãe!

_cala a boca e me passa o sal.

_mas mãe, cade meu presente?

Minha mãe ficou desconsertada, pois percebera que não era apenas meu nome que tinha esquecido, mas tb meu presente. Então ela se justificou:

_sabe franci... antoni... Menino. É que vc não foi planejado... vc aconteceu por acaso. Foi um engano. Eu achei que fosse uma dor estomacal, e quando fui ao Dr. Elias, ele me disse que eu estava grávida.

Dai então meu tio (pai do Patrick) levantou e disse:

_O Gabriel é o Engano da norma. Engano da norma... engano da norma...

E saiu pulando, e todos fizeram uma roda e dançavam como vickings. Meu pai, mãe, Gilmar, Cida e Afonso... Any... todos.

Só me restou ir para o lado de fora da festa cuidar carros, como fiz nos 15 anos de minha irmã. Veja Valsa dos 15 anos de minha irmã.


Durante anos, as pessoas não se lembravam de meu nome, mas sempre se lembravam do episódio. 

Meu apelido ficou Engano da Norma até a faculdade.

Mas hoje tá tudo bem. Eu amo minha mãe, ela me ama... eu tenho até certidão de nascimento. Mas ela continua errando meu nome.


2 comentários:

Ana disse...

meudeusdoceu!!!!!
Quanta imaginação!!!

Vanessa D. Giarone Suzuki disse...

Sempre com boas histórias ;)
Grande abraço!!