Que as pulgas de mil camelos invadam os corpos de meus leitores que não deixam comentários. Think about!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

A primeira sova que lembro (ugh!!!) - eu apanhei demais quando era criança e por nada.

Por favor, não batam eu seus filhos!


Campo Grande, MS, 1987. Vila Bandeirantes Rua Ermenegildo Pereira

Cara... uma vez minha mãe chegou em casa do trabalho e eu como sempre, estava limpo e bem comportado em casa.


Tudo poderia estar normal. Seria apenas mais um dia pacato em nossas vidas. Na vida da Família LEZCANO.

Não fosse minha mãe dizer as seguintes palavras, com um hálito de chiclete que não era normal dela.


"TENHO UMA SURPRESA PARA VOCÊ"
-I have a suprise for you-

Neste momento meu pai chegou e ela disse que teria que conversar com ele. E eu, lógico, disse... "Não! me dá o que me trouxe".


Minha mãe emendou: "Depois que conversar com seu pai. Agora, seja um bom menino e vá lavar a louça".

Sai fora. louça...kkkk


Algumas pessoas que me conheceram quando criança podem imaginar que eu queria realmente ganhar meu presente naquele exato momento.


Fui uma criança de poucas posses e muita disciplina. Não tinha brinquedos. Todos brinquedos que existiam quem tinha era meu primo Patrick.
é.... eu tenho um primo chamado Patrick, mas ele não é igual o do zorra total. O meu primo é realmente brigador de rua.

Pegador da mulherada. Mas hoje ele está quieto e casado.

Voltando a minha velha infância...eu não tinha nem um brinquedo de bolicho, desses que vc compra um suspiro e vem um carrinho. E eu nem aprontava tanto como esse menino da foto ao lado, que provavelmente tinhas vários brinquedos.



Então podem imaginar o que pensei quando minha mãe disse o que tinha para mim.
Fiquei pensando em ser uma bicicleta... ou um Video Game... ou um carrinho a controle remoto sem fio... ou um carrinho a controle remoto com fio... ou um carrinho sem controle mesmo... ou um carrinho que foi achado na rua... ou um par de meia... quem sabe uma meia só... talvez uma paçoca... quem sabe meia paçoca...

Já estava quase deprimido e tive que tomar uma atitude. Fui lá para ver o que que tava pegando que minha mãe não vinha logo para me dar o presente.


Quando entrei na sala vi meu pai e minha mãe com a cara bem séria. Eles estavam provavelmente discutindo algum assunto da casa, ou de contas, ou quem sabe sobre futebol... (mas é pouco provável)


Cheguei do lado da minha mãe e falei...


_Mãe... me dá meu presente.

e ela disse:

_depois filho.

E continuaram : "blablabalbalbalbalbalbalblablabla"

E meu pai: "blablabalbalbalbalbalbalblablabla"

Eu fiquei meio de lado... poxa, o que custava ela me dar o presente para que eu fosse embora e todos ficariam satisfeitos.


Novamente, corajoso como sempre fui:

_Mãe! me da meu presente.

E ela:

"_já disse, espera." e meu pai

_vai para lá bagual. (meu pai me chamava assim. O pior é que soube que ele que escolheu meu nome "Gabriel")

e... blablablabalbalbalbalbalbalbalballabla.

Isso se repetiu umas 4 vezes... pelo menos nas duas primeiras eles responderam, pois nas duas últimas, eles simplesmente fingiram que não tinham me gerado.


Foi ai que perdi a paciência: "EU QUERO MEU PRESENTE!!!" exclamei.


Nossa, como meu pai e eu nos parecemos, pois infelizmente ele também perdeu a paciência.




Caramba... ele levantou como um búfalo vindo em minha direção... sacou a cinta e "boom".



boom

Me acertou em cheio nas pernas. Senti elas dormirem no momento, o que me impossibilitou de andar para fugir.


Cara... foi uma bela pancada... acredito que essa surra comprometeu o meu crescimento em pelo menos 4 centímetros.


Daí minha mãe em um ato heroico resolveu ficar com dó e me entregou o presente. UM POUCO TARDE NÉ MÃE!



Era mais ou menos essa a proporção de meu pai com 
relação a mim naquela época e naquele momento.

Mas eu que não havia chorado pela dor da cinta, chorei ao ver o que ganhara. Minha mãe tinha comprado um saquinho de papel com umas 7 balas daquelas de chiclete.


Quando contei... eram apenas 6 balas, pois a sétima era só o papelzinho.

Caramba... como criança é burra. Apanhei por 6 balas chiclete. bah!!!!

Fui pro quarto chorando e e me arrastando, mas pelo menos masquei os 4 chicletes. claro. Um acabou ficando com meu pai e outro com minha mãe.


as malditas balas chiclet, big bol


preferia ter apanhado assim

Um comentário:

Nessa disse...

Ahhhh tadddiiiinhuuuu .. rsrsrsrs

Fiquei com dó de vc agora :(

Apanhando por algumas balinhas ... q triste .. hhihihih

Mas ri mtoo viu!!!

Bjiiinhuss