Que as pulgas de mil camelos invadam os corpos de meus leitores que não deixam comentários. Think about!
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O menino que não sabia dar wally - PARTE 2 #ativistasdesofa

Verão de 2011


Se não leu a parte 1, aqui o link: o-menino-que-nao-sabia-dar-wally-parte 1

Apresento lhes um homem com um certo respeito que lhe foi dado pelo tamanho de sua barriga. Um espaçoso vão entre seus fios de cabelo, um uniforme e uma identidade de motorista de ônibus.



Esse é Mathias. Ou melhor, Sr. Mathias.

Mathias que já foi conhecido como Mat, o menino que nãosabia dar Wally, havia crescido e se tornado um Motorista de ônibus, alcoolatra, fumante compulsivo e frequentador dos puteiros mais baratos da cidade.

Um senhor cujo seu maior desespero foi ser abandonado por sua ex-mulher, mas que tirou forças ao saber que nunca mais ia precisar ver a cara do seu enteado, moleque folgado com corte de cabelo estilo neymar.

Estava em seu primeiro dia após a separação. Tudo como de costume. Parando de ponto em ponto. Um cigarrinho com as mãos para fora do ônibus. Uma fechada aqui, uma fechada ali. De tempos em tempos dava aquela freada brusca só pra animar.

Um calor dos infernos e ele ainda tinha que aguentar moleques adolescentes filhos de uma puta ouvindo pagode e funk alto no baú.


Mas não é desse funk que estou falando, 
se é que me entendem

Crentes fazendo suas pregações e os malditos sarristas encoxadores do caralho.

Foi então que Mathias parou o baú em plena avenida Afonso Pena e pensou, com o perdão do trocadilho:

_Meu deus... a que ponto cheguei?

Desceu do busão, jogou seu jaleco no chão e deixou todos parados no meio da rua.

Enquanto todos gritavam: Ou seu otário... ou sei idiota... ou seu corno.... volta aqui imbecil... ¡veni a cá penderro!

Mathias apenas continuou andando, acendeu um cigarro e mostrou o dedo para galera.

Mathias mudou da água pro vinho. Fez tatuagens, colocou um piercing no mamilo, vendeu sua casa e comprou um Ford Del Rey vermelho 82 que apelidou de Diablo.

Mathias se sentindo Estiloso


Mathias e seu Del Rey perambulavam pelas ruas da cidade ouvindo Dance Across The Floor do Jimmy Bo Horne e grooves do tipo.

O chato é que toda vez que alguém fazia sinal com a mão, Mathias parava, pq não conseguia largar velhos hábitos de motorista de ônibus.

Mas o problema era que tudo já estava escrito. Mathias não poderia nunca mudar seu destino. 

Mat havia nascido para ser um bosta, e assim devia sê-lo.

Chegando em um bar da capital no bairro Tiradentes, Mathias avistou uma bela mulher e se encantou por ela imediatamente. Alguma coisa nela além de seu belo corpo lhe prendiam a atenção.

Um garçom viadinho de patins veio lhes oferecer um Daiquiri, mas recusou pois estava tomando uma antárctica bem gelada e conversavam sem rodeios.

Até que ao som de Amado Batista chega um tipo familiar, que estaciona seu taxi, um Pálio Siena Advanced, zero bala, ao lado do Del Rey Diablo. O cidadão desce do carro retirando o seu ray ban esverdeado, e com um palitinho na boca segue em direção a mesa de Mathias.

Sim! era Clovis! Que além de taxista, de ter um carro foda, e de executar o mais perfeito wally com final de escapate já visto, ainda por cima era dono daquela garota.

_Tire as mãos de cima da minha girl Gordinho!

Então tudo se explicou... e ele reconheceu Clovis, Isabela, e até mesmo Bruninho (garçon).

Tudo ao mesmo tempo! Mathias sentiu sua saliva descer seca, como se isso fosse possível. Era o momento de se vingar de toda sua desgraça. Ele pegou garrafa e foi em direção do Clovis! Mas Clovis havia feito Yazigi e Karatê e deu uma rasteira em Mathias. Enquanto ainda estava no chão sofrendo pelo golpe traiçoeiro, ele olhou para Isabela que do nada fez uma Espacate.

Mathias incrédulo olhou para Bruninho que também fez um espacate e por fim, clovis mostrou que ainda sabia fazer um bom espacate.

espacate de bruninho


Clovis agora bem perto do chão assim como Mathias, olhou em seus olhos, tirou o palito da boca e disse:

_looser!                              

Então Mathias saiu transtornado. Pegou seu del rey diablo e foi embora.

Há algumas quadras da li, uma senhora fez sinal e Mathias parou.

Foi uma cena esquisita, pois a senhora não entendia pq aquele cidadão havia parado.

Então, Mathias se deu conta que além de não saber dar Wally estava fadado a ser motorista de Ônibus para sempre.

Chorou como um homem gordo e foi embora. 

Tirou seu piercing do mamilo e foi em direção a Afonso Pena. Chegando lá, pegou seu Jaleco do chão e subiu no ônibus que ainda estava lá com as mesmas pessoas. Devido ao trânsito caótico da avenida o carro não havia se mexido um milimetro sequer. 

_voltou né viado?
_seu gordo Escroto...
_já tava na hora...
_¡cabrón de mierda!


Foi então que ele seguiu sua vida, sem nunca ter saboreado ela de verdade. Sem nunca ter aprendido dar um wally sequer e nem ao menos ter dividido um espacate com isabela.

Fim!


ta de cara com nosso trânsito veja quer-passar-no-concurso-do-detran





O menino que não sabia dar Wally - PARTE 1 #ativistasdesofa

 Outono de 1973 [lá pelas 16:00].

Mat era um garoto que como eu tinha amigos, tinha sonhos, desejos, cabelos lisos e brotoejas.  Mas Mat tinha uma peculiaridade: Mat não sabia dar wally. Ele sempre se reunia com o pessoal nas praças e vielas da cidade de campo grande MS para mandar suas manobras no skate.

_e ae galera! (Mat comprimentou seu pessoal do skate, meninos que tinha em torno de 2 anos a mais que Mat. Eles eram Felix, Clovis, Bruninho e Coró).

Como de costume não deram muita moral para Mat, já que para uma turma de skatistas dos anos 70, só existiam duas coisas em mente, Ácidos e a porra do tal de Wally.

Mas insistente, mandou:

_e ae galera!

_opa! Como que tá?

_ah... na verdade já que pergunt...

Mat foi interrompido por Felix que mandou:

_olha só galera, quem ta ali!

_quem?

_A Isabela... vamos fazer uns wallys na frente dela e quem fizer o melhor come aquela cachorra.


O oba foi geral, até mesmo Mat mandou um, só que baixo e desmotivado. Pudera, ele era o único rapaz que não sabia dar Wally. Mas alguma força estranha o fez ir adiante, afinal, era de Isabela Sampaio Proênça que estávamos falando.

¡Isabela!


Mat era simplesmente e totalmente apaixonado pela Isabela, desde a primeira vez que a viu a cerca de duas semanas.

Obcecado pela vontade, e cego de amor ele ergueu a cabeça, ajeitou seus óculos e foi.
Então, Isabela que era do tipo bela, com cabelos pretos enrolados, estava tomando suco de groselha e com um livro na mão.

O primeiro foi Felix, totalmente confiante, e mandou um wally perfeito, o que chamou a atenção de Isabela...

Na sequencia Coró mandou um wally duplo, o que era muita radicalidade para  aquela época. Isso arrancou um sorriso de Isabela e de sua amiga Letícia.

O Bruninho não foi pq chama Bruninho e quem chama Bruninho anda de patins.
(Agora uma observação importante: Enquanto os meninos faziam suas radicalidades, a galera bradava, e em contraposto Isabela e Letícia Sorriam, assim como Bruninho, pq chamava Bruninho).

Depois foi Mat... inseguro como sempre mas louco pela paixão, saiu em direção a pista, se posicionou e parou.

Olhou a multidão, olhou o sol, olhou para seu interior e olhou ISABELA.

Isabela parecia esperar seu pulo para depois transar como louca...

Em sua mente já sendo corroída pelos ácidos da festinha da noite passada uma estranha imagem veio a sua mente. Era algo como Isabela e sua amiga Letícia se despindo para Clovis.

_Opa... clovis? Que merda é essa?

O olhar de Clovis o Bacana


Então ele olhou para Clovis e percebeu um sorriso sacana. Notou também que parecia que todos já tinham se arranjado. Felix com Letícia, Coró estava dividindo unsinho com uma colegial de tiara e Bruninho estava todo todo com um rapazote de calça colada que acabará de conhecer.
Mat balançou a cabeça e foi em direção ao seu obstáculo. Aquilo que seria sua salvação. Afinal, é com 13 anos que se muda uma vida.

Ele foi, confiante, aquilo deveria ser perfeito... e ela era para ser dele, e ta chegando perto
, e ...


PLOFT!




Mat, estava caído no chão, com dentes moles, nariz sangrando, uma ardência de mãos raladas, e espera, mas o que é isso? Clovissssssssss....

Clovis simplesmente executa um wally triplo carpado voando por cima de Mat, e quando aterrissou finalizou com um perfeito espacate.

Isso simplesmente era algo mais foda que os solos de Hendrix e praticamente impossível de ser executado.

Mas fazer o que? Clovis estava nos seu dia de sorte. Com o espacate no final ele atraiu a atenção de todos, da galera, do pipoqueiro com gestos do tipo... PALMAS E TAL.

Além de sorrisos e constates pulinhos de Letícia, Isabela, a Mina colegial do coró, e Bruninho e se amiguinho Thiaguinho.

Foi então que Clovis o bacana abraçou Isabela, se beijaram e foram em direção a casa de Letícia, já que os pais tinham viajado.

Mat ficou lá caído, aleijado e cozinhando no sol... que aquela altura já tinha coagulado o sangue de seu nariz.

Mat aguentou como um verdadeiro homem de 13 anos e deixou apenas uma lágrima correr por seu olho direito, uma vez que o esquerdo sangrava.

E essa foi a última vez que Mat foi visto.  Em sua memória, ficou registrada Isabela rindo alto, enquanto clovis o bacana colocava suas mãos sujas em sua cintura. E um único! Sim... um único e singular olhar que durou 2 segundos de Isabela para o Cadaver de Mat.

fim da parte 01 - veja parte 2




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

No bar ideal eu diria "leave my girl alone"

bar ideal...

o cara... stieve ray vaughan

Sabe aqueles bares que ficam em um lugar deserto nos estados confederados americanos? Onde quando vc chega vê no estacionamento alguns chevrolets e fords, ou até mesmo dodges e algumas pick ups?... sempre ao lado de várias motocicletas e observa tudo isso com um som abafado que vem de dentro do bar.

Quando vc abre a porta o som do blues aumenta e é acompanhado de vozes ao fundo com barulho de vidros batendo e tacadas de sinuca.

Ao mesmo tempo que percebe isso nota as fumaças dos cigarros subindo em direção as lâmpadas. Algumas pessoas lhe olham, outras nem dão a mínima.

O ambiente é cheio de prostitutas, traficantes e até mesmo descendentes de índios cherokees. Você chega no balcão e há um homem grande e gordo limpando um copo para lhe servir uma gelada!

Então percebe o quanto as garçonetes são atraentes e com cara de safadas. Vc dá uma reparada a mais no ambiente e nota que nenhuma mesa de sinuca está vazia... e a macacada está lá apenas para encher a cara e levar as garotas para algum lugar tão menos ortodoxo.

É como se o lema do lugar é não ficar sem ter o que fazer, pois quem não ta bebendo é pq largou do copo ou para acender um cigarro ou para quebrar um taco de sinuca no meio e atacar o cara que acabou de jogar uma cadeira na sua direção.

Vira aquela farofada pois ai a treta está apenas começando e no meio dessa viagem toda vc percebe que tem uma coisa que está tocando no seu ouvido desde que vc entrou no bar e é aquele som de um guitarrista cego fritando com uma banda de 5º categoria. Mas e daí? o solo é do caralho, o ambiente é do caralho, e tudo o mais...

e a música que eu dodi lescano indico é Leave my girl alone do stevie ray vaughan esse é o blues que imaginei tocar  dentro desse bar enquanto escrevia esse texto.




Este com certeza para mim é o melhor bar do mundo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ex-Morto... Nasci de novo - Loucura de Amor 5

Pois é, melhor cachaceiro que sofredor!

Me lembro do primeiro gole de pinga corote pura que tomei como se fosse ontem. Eu tinha uma namoradinha no colégio e gostava dela. Achei que estávamos bem. Era a festa junina do colégio 26 de agosto no bairro São Francisco que por muitos era apenas uma área central... mas para polícia era um bairro tarja preta da capital morena. Lembro-me que ao sair da portaria do colégio o porteiro tomou meu boné... (ele dizia que era para minha educação e disciplina... mas na real era para ele mesmo. Porteiro malandro, até já morreu aquela praga)

Eu vi a minha namoradinha, e ela estava do outro lado da rua. Fui falar com ela e escutei uns papos estranhos e quando dei por mim, eu já estava solteiro. Fiquei meio desolado... mas engoli o choro como um homem e segui a diante rumo ao ponto de ônibus.

Quando foi de tarde, fui na casa de uma amiga minha, e ela não parava de perguntar sobre o término, eu nem sabia como ela já sabia, sendo que nem tinham ainda essas mídias sociais e a galera do bairro não tinha grana para celular. Sei que no meio desse interrogatório, apareceu uma amiga dela, loirinha e proporcionalmente lindinha. Ela se amarrou na minha e combinamos de ir logo mais na festa junina do colégio.

Claro que não são elas... mas estão bem próximas disso!

Quando foi de noite, já na festa, nos encontramos e acabamos num beijo. A essa altura eu nem lembrava mais o nome de minha ex namorada. Não lembrava mais nem o rosto dela e nem que ela estudava no mesmo colégio que eu, e esse foi o princípio do fim. (de meu fim, para ser mais exato).

Minha nova pretendente a namorada saiu para comprar bebidas e nesse meio tempo surge minha mais nova ex namorada... e ela estava linda! Trocamos olhares e por segundos me senti ainda dono da situação... não fosse a maldita e estrema competência da loira em comprar bebidas com a velocidade de minha banda larga de hoje. Ela apareceu por trás de mim com as bebidas na mão, deu a volta e me deu um beijo na boca, enquanto isso, pude ver uma lágrima escorrendo dos olhos da minha ex namorada. Ela me jogou uma praga e disse que hoje ela chorava... mas que ia chegar a minha vez. Ah... como seria bom se fosse só isso! Com a minha sorte de flamenguista, ela não parou por aí... e disse que seu irmão estava na festa e que ia me matar.


NA VERDADE ELA QUIS DIZER:
CRETINO FILHO DA PUTA, MEU IRMÃO VAI TE MATAR.

Mano... eu nem sabia que eu tinha um cunhado... muito menos um ex cunhado. O pior de tudo é que quando cheguei no pessoal, eles fizeram o maior terrorismo comigo, dizendo que o irmão dela era o cara mais maluco da região, e ainda por cima era todo tatuado e mestre de capoeira.

Velho, na hora eu tremi.

O pessoal, muito solícito, ou temendo minha morte, foram embora comigo rumo ao bairro Otávio Pécora. E no meio do caminho, eis que surge, nem sei de onde, o Finado Catraca, um cafetãozinho do bairro e comerciante de artigos naturais e químicos. (Na verdade na ocasião o Finado Catraca era apenas Catraca e não o Finado Catraca).

Como não achei a foto do catraca, peguei 
a foto do Catiça, irmão caçula dele.

Daí ele chegou torcendo os pés e perguntou se tínhamos isqueiro. Eu não tinha e nem o pessoal, a gente nem fumava. Mas ela agradeceu e perguntou onde estávamos indo. O pessoal já se adiantou e falou que eu tava na fossa e que o irmão da minha ex ia me pegar. 
O catraca mandou eu ficar de boa que ninguem ia me matar nada, ainda mais na área dele.
Ele falou que ele que tocava o terro naquela região e que eu era truta dele.

Mas quando falaram o nome do irmão da guria para o Finado Catraca, ele tossiu... e me ofereceu o corote dele, com os dizeres. “Meu amigo... é tudo que posso lhe oferecer...”

P.Q.P, dei um golaço naquele corote como se fosse água para cachorro. Véi do céu! Santa MADRE de GUADALUPE.... Aquilo desceu queimando minha guela... eu pensei que a sair fogo da minha orelha, mas eu tranquei a respiração e com todos me olhando, inclusive o Finado Catraca, deixei uma e apenas uma única e solitária lágrima com alto teor alcoólico.

A minha cara.

(e não é que a praga da infeliz deu certo!)

O pessoal me olhava quieto e eu falei meio que tossindo que era por causa da minha ex namorada.
O Finado Catraca, acho que se sensibilizou com minha situação e disse que ia falar com meu ex cunhado, que nem me atrevo a dizer o nome, até pq nem lembro mais mesmo.

Fui embora!

(falou p... nenhuma! O cara nem lembrava de mais nada no outro dia)

No outro dia, a minha história já tava correndo solta e chegou até o bairro Monte Castelo. Sei que como estava em clima de terrorismo, e temendo um combate que poderia não ser muito interessante para meu lado, encontrei descendo na rua com um boné vermelho, o TABOCA. Falei com ele, e ele me disse que tava feliz em me ver, pois achava que eu já era. E falei para ele aliviar meu lado com o ex cunhado, já que era amigo dele.

Depois de uma semana, descendo e com o mesmo boné vermelho, só que agora mais sujo, o TABOCA. Ele me encontrou e falou para eu mudar de casa... e começou a rir.
Eu não estava com muito clima para brincadeira, e por isso eu o olhei firmemente e peguei um pouco de grama no chão ... e ele me disse para eu ficar sossegado, que era zoação. (O TABOCA era um cara muito zoado. Ah ah ah “pausadamente”). Falou para eu ficar de boa, pois o irmão da minha ex... não sabia de nada, não sabia que eu existia e que não estava nem aí para irmã dele. E finalizou perguntando:

TABOCA: Mano, pq vc pegou essa grama?
EX-MORTO: Nem sei cara...
TABOCA: Me deve essa doido!
EX-MORTO e agora ENDIVIDADO: Pode crer, cara... vai na paz.

O TABOCA aliviou meu lado e subiu pelo mesmo lugar que desceu, e sumiu no horizonte.

(alias o taboca tinha esse dom de aparecer e desaparecer)

Eu continuei um tempo com a Loira e nada demais aconteceu. Afinal, se estou contando isso é pq to de boa e na ativa.