Que as pulgas de mil camelos invadam os corpos de meus leitores que não deixam comentários. Think about!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Será que sou um psicopata?

PSY

Estava lendo uma reportagem sobre psicopatas e fiquei grilado com um acontecimento em minha infância.

Quando estava no prezinho, no colégio Palhacinho de Ouro, tinha grandes colegas de classe. O Junior, a Iara, a Laura... mas o meu melhor amigo era o Tiago.

Tiago era um cara massa e tinha um monte de brinquedos legais. O mais legal era que ele morava no mesmo quarteirão do colégio. Então, sempre depois da aula eu ia na casa dele para brincar até minha mãe me buscar. Dai um dia a mãe dele viu a gente brincado de tarde


No outro dia, eu estava bem tranquilo da vida de criança que levava, e no momento em que apontava meu lápis, o Tiago disse que sua mãe lhe falou que gostava muito de mim e que agente era "amigo do peito". AMIGO DO PEITO o enfincter... Nossa... aquela frase ficou soando em minha cabeça em eco e eu perdi o controle e com o lápis que tinha na mão, quase que possuído, com um olhar canino e em um único golpe, rápido e traiçoeiro, finquei na barriga daquele que poderia ser meu amigo até hoje, não fosse essa pequena tragédia.

Na verdade como eu era uma pequena criança e sem muita força nos braços, aquilo não deu em nada. Apenas um corte superficial. Não ficou nem cicatriz. Bom... a ponta do lápis quebrou. Percebi isso no momento em que fiquei canalizando toda minha fúria de energia negativa no estômago de Tiago. Sorte dele que não era um Faber Castell...

Minha Adorável Psicose
Se meu tio tivesse visto aquilo, com certeza diria: "deixa! são só crianças"... mas a diretora carrasca do colégio não pensou da mesma forma. Iracema me odiava desde o primeiro dia em que me viu e não mediu esforços para ferrar comigo. Chamou minha mãe e me fez assinar o caderno de ocorrências.

O Tiago nunca mais foi meu amigo e naquele dia percebi a importância de uma amizade verdadeira. Achei um pouco de exagero da parte dele. Mas eu passei de ano e é isso que importa.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

I like cows

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Curto muito essa propaganda

Nossa...me faz lembrar minha mãe reclamando do meu som.

...pra quem curtiu vai ai os links de outras propagandas da fanta nessa mesma animação:
Deixe eles tocarem
diversão proibida
flagra

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Loucuras de Amor 2 :)

- ode to juliana - 


Uma história de amor e ódio sobre uma criança apaixonada.

Há muito muito tempo atrás... mais ou menos uns dois anos depois da minha primeira história (a da caixa de bombons), eu, já superado de meu primeiro amor, comecei a namorar outra menina.

Sempre havia achado ela linda e um dia, nem lembro como, comecei a namorar com ela. Foi interessante, eu era roqueiro e cabeludo e ela disse que queria que eu fosse em seu apê para pedir ela em namoro para sua mãe. E foi o que fiz, mais uma vez rodeado de atitude, boas intenções mas nem um pouco de noção... fui ao lar dela com um amigo (também roqueiro e cabeludo).

Foi ridículo, colocamos nossa melhor roupa (de roqueiro, e isso quer dizer: camisas de banda com furos de traças e calças desfiadas) e com cara e coragem nos apresentamos a sua mãe. Ela não sabia onde enfiar a cara. Sua expressão era de alguém que não acreditava no que via. Achei ela um pouco exagerada... afinal eu era bem bonitinho. Pelo menos era o que sua filha dizia. Ficamos lá pouco tempo. Nem me lembro se pedi sua filha em namoro. Saímos numa lara daquela casa e fomos comer cachorro quente com o único passe que tínhamos. Deu para rachar um sanduíche em dois e pensamos. "Como vamos embora?"

Estávamos na brilhante (rua de campo grande ms) e nosso destino era a Coophavilla 2 que dista uns 5 km de onde nos encontrávamos. Eram quase 22:00 e estávamos desesperados para saber como íamos embora, e como um passe de mágica os pais de meu colega passam na nossa frente... e como tudo que é bom dura pouco, seu pai estava conversando com sua mãe e não ouviu nossos apelos desesperados de socorro. Voltaríamos a estaca zero, não fosse uma bondosa cidadã, que já com certa idade nos deu 2 passes para irmos embora. (por isso o meu Muito Obrigado a esse exemplo de velhinha).

No sábado pedi para minha mãe comprar uma caixa de bombons para dar para minha namorada. Ela me apareceu com uma caixa de bombons ferreiro rocher em formato de coração. Fantasiei um monte com aquela caixa que poderia me render muitos beijos apaixonados de minha pretendida. Na segunda feira, penteei meu cabelo e com uma roupa mais clean (nada rock) fiquei esperando ela chegar no colégio. (estudava no Palhacinho de Ouro). Quando vi ela chegando na esquina fui dar a caixa para ela. Ela estava com sua mãe e irmão (um peste). Cheguei nela e ofereci a caixa e ela disse que não queria. Fique sozinho no caminho. Não satisfeito, me aproximei dela novamente e ofereci a caixa de joelhos e ela disse "Me deixa! está tudo acabado." Putz... aquilo realmente mexeu comigo. ...e num súbito momento de ódio concatenado com raiva e cegueira, totalmente possuído por uma força extrema do mal, atirei a caixa para o alto que caiu e espatifou na rua, com todos os deliciosos chocolates. Neste momento vi meus "amigos" correndo em minha direção.

Supus que vinham me consolar, mas deixei de supor isso quando eles passaram reto e foram pegar os bombons. Daí pensei que a vida era muito injusta... pois eles vieram falar que eu não devia ficar assim. E ouvir isso com o som de mastigação do chocolate que acabara de me desfazer por amor, não era uma experiência agradável.

No fim de tudo, como sempre todas voltam... ela veio querer voltar comigo. Mas ela já era passado. Já estava apaixonado por outra linda garota que assistiu tudo que fiz. Mas essa já é outra história.



Veja também Loucuras de Amor  1 [Renata]  e Loucuras da amor 3 [Roberta]

domingo, 7 de outubro de 2007

Loucuras de Amor

- Ode to Renata Teixeira -
Beijo Roubado que nunca houve
Quando tinha uns 10 anos, talvez 12... quem sabe 14! hum, que seja. o fato é que nessa época fiz uma loucura de amor da qual não me orgulho muito hoje, ,já que sou um homem formado, pós graduado e de já ter tido em meus braços mais de mil mulheres.

Era uma tarde ensolarada e lá estava eu; uma pobre criança magrela e apaixonada. Estava em minha segunda 5ª série e estudava no Machado de Assis (EMA). Era apaixonado por uma linda menina de minha sala. Nossa... toda vez que eu a olhava, seu cabelo mexia como se uma brisa passasse por ela. Isso é realmente amor, pois a janela vivia fechada. Ela tinha um fusca azul claro. Putz... eu achava que era o carro mais lindo. O fato é que cansei da vida de pobre menino apaixonado e decidi tomar uma atitude. E atitude é comigo mesmo.

Fui ao supermercado e comprei uma deliciosa caixa de bombons e decidi entregar a ela. Comprei com meu próprio dinheiro, pois acredito que se tivesse pedido aos meus pais, não teria a mesma graça. Eu já sabia onde ela morava e exatamente o que tinha que fazer.
Quando cheguei na casa dela, fiquei fantasiando por uns minutos. Achava que ela podia aparecer de miniblusa, e dizendo: "hey meninão! eu estava te esperando.", ou "vamos ao meu quarto comer esses chocolates todinhos". Bom. decidi que já era a hora de chamá-la. Ai, cheio de atitude, ajeitei o cabelo e disse a mim mesmo. "Hoje deixo a vida de criança de lado para me tornar um homem". ...e era o que faria, não fosse ouvir o barulho da maçaneta da porta se mexer, pois quando ouvi o barulho, larguei a caixa de bombom na frente da casa dela e sai correndo para nunca mais voltar. Pelo menos naquele dia. O fato é que nunca soube o que aconteceu.

Existem varias possibilidades:


  1. ela achou e comeu tudo sem saber de quem era;
  2. outra pessoa da casa achou;
  3. um mendigo, bêbado, cigano, hippie ou qualquer outra pessoa que passava na rua achou e comeu;
  4. ela mesmo achou mas jogou fora por não saber sua procedência;
  5. o cachorro comeu.
  6. Os irmãos sales comeram.
  7. quem sabe até ela achou e comeu apaixonada achando que eu tinha deixado para ela. (mas isso sei que não aconteceu, pois estou com 25 anos e ela nunca me agradeceu). De qualquer forma já superei isso. Ela é passado.


...e como já dizia a música de Nelson Ned: "...mas tudo passa! tudo paaaaassa!"




Veja também Loucuras de Amor  2 [Juliana]  e Loucuras da amor 3 [Roberta]

Coca-Cola - GTA

Cara! a coca-cola é muito foda para fazer propaganda. 

Quando vejo essa propaganda me dá uma vontade de tomar coca-cola.





terça-feira, 2 de outubro de 2007

O Sobre-Natural II - MACUMBA NERVOSA - A história da Garrafa e da Mochila

Campo Grande - MS Bairro São Francisco em 1997 mais ou menos

Mais um conto heavy-metal de minha romaria ao sobre natural. Quando era mais novo, provavelmente um ano depois de meu primeiro contato com esse tipo de coisa, tive outra experiência que vou relatar agora.


Conto 2: A história da Garrafa e da Mochila

Eu estava com meus colegas do submundo underground ouvindo algumas músicas, quando nós decidimos ir embora. Estava eu, Fernando e Haroldo Punk caminhando na
Mascarenha de Moraes, provavelmente vindo de algum show, quando o Fernando encontrou seu Pai. Ele tinha um Toyota Bandeirantes e nos ofereceu carona.

O Haroldo disse que era para eu ir com ele pegar uma Pinga que estava mocada numa moita. Dai apenas o Fernando foi embora e nós continuamos nossa jornada heavy-metal. Quando chegamos no local, ele pegou a pinga e como eu sempre estava de mochila, a guardei. Ai, ele me contou que tinha pego de uma "Macumba". Eu como sempre fui cético, não dei tanta importância para àquela valiosa informação. 

Daí enquanto andávamos, conversávamos sobre bandas de rock e porque os "punx nunca morrem"... já há uns 150m do local que pegamos a garrafa, minha mochila começou a pesar para um lado.

Não dei tanta importância e apenas ajeitei a mochila. O fato é que a mochila voltou a pesar, e de repente ouvimos um barulho. crash!!! quando olhamos, a garrafa estava espatifada no chão. Nossa pinga já era. Mas ai, vcs me perguntam. "Mas onde está o sobre-natural nisso?" Pasmem!!! Minha mochila estava fechada e sem nenhum buraco ou rasgo. Fiquei bem assustado. Mas não deu nada. Já estávamos chegando na casa de outro camarada, o Brown. O Brown era um cara que estudava sobre o ocultismo, e coisas do mal. No submundo underground era conhecido como Black-Metal. Ele ouviu nossa história e disse que não se deve pegar nada de macumba, mas caso faça isso, peça licença antes. Na verdade fui a vítima nessa história, pois não peguei nada, apenas transportei. Mas foi uma história e tanto.




segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Currículo Compartilhado (politicamente correto)

Nossa... nem sei como ainda não sou bilionário. As inovações fluem da minha mente como caem as águas das cataratas. Estava eu almoçando com minha linda prima "Mari", e no meio de um brainstorm, eis que surge mais uma daquelas ideias que revolucionam o mercado, tipo... invenção da roda, criação da google, walt disney... entre outros.
Com toda essa história de "não compre! plante!"; "Aquecimento Global"; "Desmatamento demasiado das florestas"... e o aumento de pobres desempregados no nosso querido país Tupiniquim, criamos o revolucionário currículo compartilhado.

Eu imprimi cinco currículos no mês passado e gastei nada menos do que R$ 5,00. Isso sem contar meus custos por deslocamento. Pois é! procurar emprego custa caro e nada mais sem nexo do que coisas caras para quem está desempregado. Assim, em uma sociedade com minha prima, a proposta de um currículo compartilhado nada mais é do que vários currículos em apenas uma folha A4. "chamequinho - para garantir o meu Jabá".

Imagine-se um verdadeiro homem de negócios precisando de 3 estagiárias e sua secretária aparece com uma pilha de nada menos que 25 currículos. (e sem foto, que é primordial para contratação de boas estagiárias). Você com certeza trocaria tudo isso por apenas um currículo que contenham 3 perfis e com belas fotos um pouco maiores que as manjadas 3x4? Claro que Sim.

Seria uma mão na roda. Além de garantir que menos árvores seriam cortadas para imprimir currículos que com certeza irão para o lixo. Além de diminuir os arquivos.

Pois é pessoal... acompanhem mais essa nova tendência do Mercado de Recursos Humanos. Logo virão o currículo compartilhado rodando pela cidade e lembrarão de mim que estou a frente de meu Tempo.

domingo, 30 de setembro de 2007

O Sobre-Natural parte 1 -

Campo Grande-MS, bairro Carandá Bosque em mais ou menos 1996

O assunto que venho a relatar hoje é sobre-natural. Muitas pessoas já tiveram situações como as minhas e hoje irei revelá-las.

Conto 1: O copo

Meu avo paterno faleceu quando minha mãe tinha 13 anos, assim posso garantir que não o conheci, uma vez que minha mãe só conheceu meu belo pai aos 15 anos e somente depois de uns 15 anos foi gerar essa bela criatura que vos escreve. (apenas abrindo um parênteses, meu avo faleceu no dia 29/05, que por uma incrível coincidência, alguns anos mais tarde, foi a data que vim ao mundo).

Quando eu tinha uns 14 anos, estava em minha casa conversando com minha mãe. Para ser mais exato eu estava na cozinha e minha mãe na sala. Estávamos falando sobre meu avo, e como toda boa conversa me da fome, fui pegar um copo de leite. Até ai tudo bem, o problema é que coloquei o copo na mesa e quando me virei para pegar o leite na geladeira, ouvi um barulho. Me virei rapidamente a tempo de ver meu copo deslizar na bancada uns 30 cm. Foi incrível.

Chamei minha mãe, mas mesmo com sua super velocidade, ela perdeu a façanha. Na minha opinião, existem explicações para que isso tenha ocorrido, e uma delas é a de que o copo poderia estar molhado e assim, o ar quis sair de seu fundo e arrastou o copo. Mas o que não sai da minha cabeça é que se tratava de uma superfície porosa. Um mármore.